Pradarias Invisiveis
quinta-feira, janeiro 01, 2004
  UrbAna - Qua 31 Dez, 2003 - 19.30

Ano Novo

Que sorte! Sair de 2003 com um momento sublime e entrar em 2004 com um momento sublime!
Parece vingança do destino para rebater a minha revolta contra a "passagem de ano" manifestada no post anterior...... e ainda bem que assim foi..... ainda bem que os petiscos eram deliciosos..... as pessoas estavam bem dispostas e a noite amena...... que continue assim.......sereno.... sem pressas!

Um ótimo 2004 para todos! 
quarta-feira, dezembro 31, 2003
  UrAna - Qua 31 Dez, 2003 - 19.30

Momentos Sublimes


E assim me vejo eu a braços com o ciclico confronto com a chegada burocratica de um novo ano, e toda as questões e dilemas a ela associados. Apesar de ser práctica comum em casa, desde sempre me lembro que a chegada de um novo ano não era motivo suficiente para me convencer a lançar-me numa comemoração efusiva, era uma festa que não vinha nada a calhar……. Está frio, o Natal tinha sido mesmo a semana passada e ainda tinha as goludices bem presentes, depois ter que ficar em casa com as mesmas pessoas de sempre que inesxplicavelmente ficavam divertidissimas, como nunca antes durante todo o ano, ver umas chachadas incriveis na televisão…. daquelas que nos fazem mudar de canal assim que surgem no ecran, e depois a história das passas e do champanhe à meia-noite…… é impossível sincronizar as passas com as badaladas e muito menos fazer rebentar a garrafa de champanhe….. É quase possível comparar o mito das passas e do champanhe á meia-noite com o mito do orgasmo simultaneo! Não sou apologista destas comemorações com data marcada, gosto de festejar quando tenho vontade e é isso que faço……felizmente que 2003 me proporcionou muitos dias de festa, dias de sonho, dias de preenchimento total….
2003 foi o Ano do Cavalo….. o ano do Miró…. que me faz sorrir onde quer que esteja quando penso nele….. que me leva a passear nas dunas…. e a querer saber sempre mais…. Foi um ano de praia deliciosa, como há alguns anos não havia, água quente e limpa…. boas marés…. Um ano de Sol…. que me aquece a memória e me protege das constipações no Inverno.
2003 foi um ano dificil….. Uma constante de preocupações e tristezas, mas do qual consegui agarrar momentos sublimes…..arrancados a ferros com a insatisfação e a procura de alimento para a alma.
Para 2004.…… momentos sublimes para todos….. Saúde…. Ousadia…. Preserverança…..alegria……..e paz.
 
domingo, setembro 28, 2003
  [ Dom Set 28, 12:23:38 PM | Urb Ana | edit ]
AnaDosCavalos - Dom 28 Set, 2003 - 20,22

Momentos bizarros

De volta..... passaram-se árduos momentos de trabalho pré-férias...... passaram-se as férias...... vivem-se árduos momentos de trabalho pós férias... e heis que surge inesperadamente um momento bizarro na minha vida!

foi o Festival Magic Net 2003...... um magnifico espectáculo nocturno na encosta da serra em Palmela com uma deslumbrante vista sobre o vale do Tejo... na Quinta de O Bando

novos momentos bizarros em preparação
até já 
  AnaDosCavalos - Dom 28 Set, 2003 - 20,22

Momentos bizarros

De volta..... passaram-se árduos momentos de trabalho pré-férias...... passaram-se as férias...... vivem-se árduos momentos de trabalho pós férias... e heis que surge inesperadamente um momento bizarro na minha vida!

foi o Festival Magic Net 2003...... um magnifico espectáculo nocturno na encosta da serra em Palmela com uma deslumbrante vista sobre o vale do Tejo... em

novos momentos bizarros em preparação
até já

 
terça-feira, julho 15, 2003
  UrbAna - Ter15 Jul, 2003 - 21.45

Parques Urbanos I

Os Parques urbanos são moda!.....
Há poucas cidades que os não tenham, e para as que não têm já há espaço reservado e fundo garantido.

Confesso que embirro um bom bocado com o “parque urbano” , e inacreditavelmente grande parte da embirração não tem grande explicação racional........ uma vez que há uma certa (como lhe hei de chamar?....) “reacção ao toque” (como quando temos que apertar a mão a pessoas que têm a mão mole) a esses espaços.

Depois, existem outras explicações..... como é um equipamento de moda, não há aldeola que não queira um, e como o espaço para equipamentos não abunda.... vá de enfiá-los no baldio mais baldio que houver, na linha de água mais escarpada (com a desculpa que é óptimo para os desportos radicais!) e por aí fora........ ou seja.... em espaços que geralmente são “buracos negros” dos mapas mentais dos seres humanos que habitam na área, e que além de os evitarem naturalmente, não têm o hábito de os frequentar.

Outra razão..... nunca senti grande necessidade de utilizar nenhum. Fazem sentido nas grandes cidades, distantes de espaços naturais, onde funcionam como excelentes espaços de descompressão ambiental e humana; em locais onde o clima é menos agradável, obrigando a longas estadias dentro de casa... e finalmente....... onde o verde se mantém verde a maior parte do ano, oscilando entre o “muito verde” e o “um bocadinho menos verde”...........MAS AQUI????????????????..... onde temos praia e Sol o ano inteiro, em que o tempo máximo entre qualquer cidade e uma área natural é 1 hora, (em que temos uma vasta escolha de grandes superfícies comerciais...... ups!, o que eu fui dizer!!!!), em que os ditos parques urbanos são áreas relvadas localizadas “onde judas perdeu as botas”, sem sombras, sem animação, sem vista, sem lógica.... e ainda por cima a gastarem indiscriminadamente água em rega, electricidade em iluminação, dinheiros públicos em estudos e projectos, em manutenção, mobiliário e principalmente SOLO, o mais escasso dos recursos do nosso país!

Preferia mil vezes que se mantivessem vazios, descuidados, e selvagens...... cheios de “vegetação autóctone”..... silvas que dão amoras no Verão, ervas secas onde o pessoal apanha caracóis, que são papoilas e malmequeres na Primavera... por onde a água da chuva possa fluir no Inverno.... que têm árvores que se podem trepar e figueiras com figos para quem os apanhar... e pedras, e sombras, e joaninhas, e terra que suja a roupa, e cães, e um burro amarrada a uma árvore, e até um velho pastor com ovelhas a quem dar dois dedos de conversa!
 
domingo, julho 13, 2003
  AnaDosCavalos - Dom 13 Jul, 2003 - 20,24

Tou a desesperar...... já não basta não ter ido visitar o Mirócas e ainda por cima o Blogger naão actualiza o meu blog........... não é justo, não é justo! 
  AnaDosCavalos - Dom 13 Jul, 2003 - 16.40

....Num fim de semana sem cavalgadas, sem horizontes largos nem cabelos ao vento....... fica o galope de emoções que me proporcionou a Companhia Nacional de Bailado, pela mão de Olga Roriz, com a magnifico bailado "Pedro e Inês", apresentado no Teatro Camões.

Sem palavras...... durante 90 minutos, tudo é estética, técnica e emoção!
 
  UrbAna - Dom 13 Jul, 2003 - 16.17

Depois de uma rápida passagem pela banca dos jornais para adquirir a literatura domingueira, saliento (pela sua relevância) a seguinte “manchete”:

“Camisinhas entopem canos do edifício da RTP”

Esclareço: uma simples operação de limpeza das canalizações do edificio, revelou que os problemas resultavam de uma excessiva acumulação de preservativos no interior das mesmas!

...... Depois disto, sinto uma urgente necessidade de rever o meu conceito de serviço público........questão: será que também fomos nós que pagámos os preservativos?
 
  UrbAna - Dom 13 Jul, 2003 - 16.15

Hoje, pela primeira vez, frequentei o novo “Clube de saúde” onde me inscrevi...... devo confessar que a minha propensão para este género de actividades não é, naturalmente, muita! No entanto, estes espaços são apelativos por nos proporcionarem outros “mimos” que não dependem só do esforço físico.... o que é óptimo..... e por alguns momentos faz com que o nosso ego suba um bocadinho no seu patamar social......

Pelos mais variados motivos....... já saltitei por alguns destes clubes....... melhores e piores, entre eles, destacam-se duas “marcas” de renome, uma internacional e outra “home made”..... e agora.......voltamos ao memos......

Quadro rápido de avaliação dos produtos:
N - Nacional
I - Importado

Concepção dos edificios N-0 I-1
Marketing e publicidade N-0 I-1
Dimensão do espaço N-1 I-0
Modalidades e equipamentos N-1 I-0
Serviços e extras N-0 I-1
Acolhimento e simpatia do staff N-0 I-1
Organização e funcionamento N-0 I-1
Preço N-1 I-0

Redultado: N- 3 / I – 5, e porquê?..... se no essencial até somos melhores.

em resumo: é como comparar aqueles restaurantes de beira de estrada: doses enormes, comida caseira, salão enorme (com exterior tipo barracão), serviço "sempre-a-aviar" e preço "muito em conta", com um "comida-lenta" qualquer...... doses minimas mas de apresentação magnifica, ambiente e arquitectura requintados, serviço personalizado...... e pagar a doer.

Conclusão: Continuamos sem saber “vender” o produto, sem conquistar os consumidores....... falta formação das equipas que fazem o acolhimento ao serviço......... pouco investimento na “embalagem do produto”.........basicamente este é o problema de todos os outros sectores designados como potencialmente competitivos....... o turismo, os vinhos, os produtos agrícolas de qualidade, etc..... etc........se não nos valorizarmos a nós próprios........ nunca ninguém nos vai valorizar......... e cada vez mais vamos consumir “importados”!.........ACORDEM!!!!!...... já é hora de começarmosa a ser um bocado mais exigentes. 
segunda-feira, julho 07, 2003
  UrbAna - Seg 07 Jul, 2003 - 10.32

E agora uma nota sobre o panorama do ordenamento da orla costeira..... (e que pena não poder mandar uma fotografias).... O assunto já não é recente, uma vez que a obra já está concluída há alguns meses e projectada ainda há mais, muito mais anos (ainda do tempo que não havia Autocad, nem levantamentos topográficos, valha-nos Deus!)... refiro-me aos grandiosos Parques de estacionamento da Praia de S. Torpes e seguintes, exactamente as áreas naturais que marcam o começo (Norte) do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e que belos parques que são!!!!!! o orgulho de qualquer engenheiro de tráfego. O primor de sinalização, a dimensão ampla das vias, as rotundas, a imenso número de lugares, a qualidade do asfalto.... que recobre agora aquilo que anteriormente eram dunas! (claro que isto é só um pormenor) porque o benefício que estes parques trazem para os milhares de visitantes que ocorrem a esta zona balnear justifica "o interesse público" de tamanha obra! .... outro pequeno pormenor, sem importância, é que estas praias estão a desaparecer.... não é por mal..... não!... também não as concessionaram a nenhuma extracção de areias .... é só porque as obras do novo Terminal XXI do Porto de Sines vieram agravar a alteração das correntes das quais dependia a reposição de areias neste troço costeiro..... mas vai-se a praia .... fica o porto.... é apenas uma questão de prioridades!
Salienta-se ainda para o facto da grande maioria dos parques estar vazio, apesar de ser um magnifico fim de semana de Julho e os areais se encontrarem na sua máxima extensão (devido á baixa-mar) o que revela talvez uma excessiva expectativa no que viria a ser a utilização destas praias (considerando que o Plano de ordenamento da Orla Costeira também já tem uns bons aninhos)..... talvez quando aprovarem alguns "resorts" no "conservado" litoral alentejano as coisas mud...... (lá está a minha imaginação a delirar!!!!!!!!) fico por aqui. Vão até lá...... apesar de tudo, a dimensão e a beleza da paisagem ainda consegue absorver o negro do asfalto dos parques...... e realmente, não há problemas em estacionar.... mesmo ao pé da praia!)
 
  AnaDosCavalos - Seg 07 Jul, 2003 - 10.30

Aqui estou eu de volta de um fim de semana atípico..... e o que é um fim de semana atípico dentro da rotinas da minha vida?.... fácil..... pode dever-se a inúmeras razões.... no entanto há uma ocorrência mais frequente, que tende a quebrar a "diversificada monotonia" que geralmente os caracteriza.... e esse facto traduz-se cientificamente na seguinte expressão composta por duas variáveis e uma constante: k (a constante) = 48 horas, l (variável a partir da qual se encontram as horas destinadas ao lazer), d (variável que indica as horas destinadas a "actividades domésticas" e afins), interessa realçar que nesta expressão podem sempre surgir as mais diversas variáveis que vão influenciar o resultado, positiva e negativamente. Assim sendo.....e tentando sintetizar a ideia... o que aconteceu foi que a variável "d", atingiu durante as últimas 48h um valor muito superior, ao que se julga o valor médio normal......este (já há algum tempo esperado) aumento de "d" está directamente relacionado com os elevados valores que "l" tem alcançado nas últimas semanas...... ...... infelizmente o valor de "d" tende a aumentar exponencialmente sempre que o valor de "l" se mantém consecutivamente elevado...... podendo levar a que a curto/médio prazo as variáveis invertam os seus valores.... o que pode levar a situações graves e muito graves.... apenas controláveis através de acções de âmbito doméstico bastante demoradas e com excessivo consumo de recursos humanos e materiais.
Da analise dos dados concluí-se que, uma vez que a sustentabilidade é um dos principais objectivos, deverá haver um maior controle dos valores das variáveis que levam ao aumento de "d", de maneira que os valores resultantes do aproveitamento de "k" se mantenham em níveis positivos.

boa semana para todos e vigiem os valores de "d"....... sem descurar o nível de segurança de "l"!
 
quinta-feira, junho 26, 2003
  e finalmente o Blog cumpriu a sua missão...... e deu origem à reflexão que seguidamente quero compartilhar com a Blogosfera:

Pois...

A tua ultima entrada no teu blog pôs-me a pensar na paisagem algarvia que tenho encontrado, nomeadamente no que vi há alguns dias em Armação de Pêra. Para os lados de Alcoutim - Vila Real de Sto António encontrei uma paisagem algarvia um pouco mais preservada, mas ainda assim condenada a médio prazo. A pouca construção recente que por lá encontrei não lembrava nem ao diabo e próprias as autarquias não parecem minimamente sensibilizadas para o facto.

Entretanto lembrei-me de, numa passeata pelo alto Minho que fiz há um ano ou dois, ter reparado que as construções recentes denunciavam algum (muito) cuidado em respeitar os materiais e traça característicos da região. Intrigado com o facto, ainda mais sendo aquela uma região de muita emigração, comentei o facto com um amigo meu que me descreveu o curioso fenómeno que surgiu por aquelas bandas: autocontrolo social. De alguma forma as pessoas passaram a reparar e a criticar as casas construídas na vizinhança. E como ninguém quer ser apontado pelos vizinho (cruz credo, lagarto lagarto lagarto, o que é que as pessoas iriam dizer...) nem alvo de comentários e coscuvilhice, passaram a ter o maior cuidado em “fazer as casas ao jeito dos antigos”.

Passará a aproximação da realidade possível à realidade desejável por um misto de educação, consciencialização, coscuvilhice, intriga e má língua?

Flip 
Para cavalgadas desenfreadas sobre paisagens urbanas...... ou rurais! ....ideias para.... muita_ma@iol.pt

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